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Se fosse um monte de crente gritando, não tinha problema

 

 

 

          Limitação de festa a Iemanjá na orla de Maceió volta a causar polêmica

Quem nasceu ou mora em Maceió, sabe a importância cultural da Festa de Iemanjá, no dia 8 de dezembro, e o quanto é bonito de se ver toda a orla da cidade, da Pajuçara à Praia da Sereia, cheia de pais, mães e filhos de santo levarem suas oferendas para um dos orixás mais importantes do candomblé. 
Mas o mais bonito da festa é perceber o respeito e o sentido de tolerância religiosa que costuma haver.
Não tenho religião, mas acho um ritual carregado de Brasil e da nossa mistura linda de culturas.

Este ano, justamente quando se deu o centenário do maior ato de violência contra os terreiros, o episódio conhecido como Quebra de Xangô, quando todos os terreiros de Maceió foram destruídos, volta a se falar em intolerância, com a Prefeitura anunciando que proibirá a festa em função da ocupação, no mesmo dia e por pessoas de outra religião, das praias.

O fato é que esse embate tem um valor simbólico pesado, que necessita ser refletido, e está claro que o debate sobre a laicidade do Estado é urgente. mais Pra mim, isso é o mais urgente! Temos, como cidadãos, o direito (e até o dever) de exigir que o poder público ponha isso em vigor. Estado laico é o primeiro passo para garantir a coexistência e, portanto, a plena cidadania.


A determinação da Prefeitura de Maceió de novamente limitar o tempo das homenagens a Iemanjá no dia de Nossa Senhora da Conceição, no próximo dia 08 na orla marítima, volta a causar uma grande polêmica na capital como ocorreu no ano passado. O horário estabelecido para a celebração é de 8h às 17h e, segundo o município, a limitação tem como objetivo "garantir a segurança e a ordem do espaço público". Os fiéis de religiões de origem africana dizem que estão sendo alvos de discriminação religiosa e prometem manifestações contra a decisão.

Os religiosos querem dar início à festa a partir da 0h e estendê-la até as 23h do sábado (8) para que os fiéis façam as suas homenagens. “Nos preparamos o ano inteiro para render nossas homenagens a nossa divindade maior, Iemanjá. Nossa festa consiste em dança, música e cântico para Iemanjá. Não é um dia de um evento qualquer, mas uma celebração religiosa que deve ser respeitada”, afirmou a representante dos grupos afro, Mônica Carvalho.
Por outro lado, a Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) diz que o horário escolhido pelos religiosos atrapalha o sossego dos moradores da orla marítima e que a prefeitura não tem condições de garantir a instalação dos banheiros químicos, a segurança e a limpeza do local.

“Todo evento em área pública tem que seguir regras. Quem fazer a instalação dos banheiros públicos e a limpeza deste evento tão grande? Esse horário é inapropriado”, disse o superintendente da SMCCU, Galvacy de Assis.

Segundo ele, uma audiência foi marcada para acontecer no Ministério Público Estadual (MPE) para definir um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para o evento, mas nenhum representante dos grupos afro compareceu.

( TNH )

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